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Foto da família em toalhas!

Tenha um jogo de toalhas totalmente personalizado com a foto da sua família!   Você pode mandar imprimir  uma foto da família recente e/ou de seus ancestrais. Pode ter uma toalha com a foto de cada um de casa. O que você quiser!  Enxugarte

12 razões para genealogizar

  1. Validar  histórias de família — determinar se as histórias de família sobre os seus ancestrais são verdadeiras.
  2. Compreender um fato da História  — obter melhor compreensão do envolvimento de um ancestral em um fato histórico.
  3. Explorar a contribuição das famílias à construção do País — pesquisar a resiliência das famílias que sobreviveram às vicissitudes de guerra, imigração, pobreza ou escravidão; estudar o sucesso na integração além das fronteiras raciais ou nacionais; investigar conquistas empreendedoras: comerciais, agrícolas, educacionais, industriais etc.
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Aviso Importante

Os editores deste website não fazem pesquisa genealógica para terceiros. Mas têm muito prazer em compartilhar o que aprenderam ao longo de suas pesquisas dentro e fora da Internet. Daí a razão deste site!



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O que é Genealogia?

Genealogia é o ramo da História que se dedica ao estudo das famílias, à sua origem, dinâmica e evolução, descrevendo a sucessão de gerações, em sentido ascendente ou descendente. Sempre que possível, o estudo traça os dados vitais e  as biografias dos seus membros. Portanto, Genealogia estuda a história das famílias.

Embora seja ciência auxiliar da História,  sua importância reside na descrição de indivíduos, independentemente de suas relevâncias.  Isso porque todos esses indivíduos construíram suas vidas inseridos na sociedade a que pertenciam e vivenciando a mentalidade de suas épocas.   


O que não é Genealogia............

Genealogia, enquanto estudo social,  não é investigação genética, não é ensaio de proselitismo religioso, não é descrição de mitos e não é foco
de arbitragem moral. É História das Famílias... 

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Início >   Subsídios >   Citador Genealógico 

Citações sobre genealogia por gente
de diferentes épocas e lugares


Luís de Camões, n' Os Lusíadas, canto III, estrofe 3,  (1573)  poeta português e  um dos grandes literatos  do Ocidente 


Luís Vaz de Camões 
(1524?-1580)


Prontos estavam todos escuitando
O que o sublime Gama contaria,
Quando, despois de um pouco estar cuidando,
Alevantando o rosto, assi dizia:
– «Mandas-me, ó Rei, que conte declarando
De minha gente a grão genealogia;
Não me mandas contar estranha história,
Mas mandas-me louvar dos meus a glória.


Claude Lévi-Strauss antropólogo, professor, etnólogo e filósofo francês, um dos primeiros professores da USP, viveu no Brasil entre 1935-1939 em As estruturas elementares do Parentesco, 1949

Claude Gustave (Gustae) Lévi-Strauss
(1908 - 2009) 

Encontrar as raízes  é basicamente encontrar a si mesmo:   quem sou eu? Quais são os antepassados ​​que me fizeram como eu sou?
Primeiros nomes, datas, algumas fotografias amareladas ou, mais provavelmente, uma vontade, uma carta.



Alex Haley, novelista estadunidense,  no célebre livro Roots: the saga of an american family traduzido para o português por Negras Raízes

Nesta obra, Haley traça sua genealogia até o 5º avô, Kunta Kinte, com base em tradições orais. Alex Haley passou anos investigando a história da sua família para escrever "Raízes". 

Alexander Murray Palmer Haley 
(1921 – 1992)


“Existe em nós uma voracidade, profundamente medular,  de conhecer nossa herança — de saber quem somos e de onde procedemos. Sem esse conhecimento enriquecedor, resta um anseio vazio. Não importa quais sejam nossas realizações na vida, continua havendo um vazio, uma solidão muito inquietante”.
(...)
De  todas as maneiras imagináveis, a família é o elo para o nosso passado, a ponte para o nosso futuro."



William Hodding  II, jornalista e escritor estadunidense, conhecido por suas posições anti-racistas no Sul. 

William Hodding Carter II 
(1907- 1972)

Existem apenas dois legados duradouros que podemos dar aos nossos filhos. Um são raízes, e os outros, asas" 





Carl Sandburg foi poeta, historiador, novelista, conferencista e folclorista estadunindense, autor da mais famosa biografia de Abraham Lincoln.

Carl August Sandburg
(1878 – 1967) 


Quando uma sociedade ou de uma civilização perece, uma condição em comum pode ser encontrada: elas se esqueceram de onde vieram."



Max Delbrück  foi um  biofísico alemão naturalizado estadunidense. Prêmio Nobel de Medicina em 1969, compartilhado.

Max Ludwig Henning Delbrück
(1906-1981)


Qualquer célula viva traz consigo a experiência de um  bilhão de anos de experimentação por seus antepassados"



Jean de La Bruyère,  filósofo, moralista e escritor francês, de família burguesa. 

Jean de La Bruyère
(1645 -1696)


Somos todos descendentes de um rei e de um enforcado. "


Kaibara Ekken  (贝原益轩) foi um  filósofo
neo-confuncionista e naturalista japonês. 

Apud Roberto Albino (Guimarães) Alves,no seu livro de memórias. 

Kaibara Ekken  ou Ekiken    (贝原益轩) conhecido ainda sob o nome  Atsunobu
(笃信)  
(1630-1714) 

* Kaibara é o nome de família



Por mais estúpida que acheis a tradição da vossa família, não a deiteis fora, porque representa a corporização da sabedoria dos vossos antecessores. "


Bert Hellinger, psicólogo, psicanalista teólogo e pedagago alemão. Criador do método das Constelações Sistêmicas para terapia familiar e individual.  Citação na obra Um lugar para os excluídos. 

Anton Hellinger

(1925) 

   Então, ao olhamos para nossos pais e nossos antepassados,  dizemos amorosamente a eles: 'Obrigado'.
Este é o primeiro círculo do amor.



Umberto Eco,  historiador e romancista italiano, em O Pêndulo de Foucault, capítulo 23 

Eu tinha chegado ao Brasil por amor de Amparo e aí ficara por
amor do país. Jamais compreendi por que aquela descendente de holandeses   que se haviam fixado no Recife e se miscigenaram com índios  e negros sudaneses, com a figura de uma jamaicana e a cultura de uma  parisiense, tinha um nome espanhol. 
Jamais  cheguei também a me sentir à vontade com os nomes próprios brasileiros. Desafiam qualquer dicionário  onomástico e só existem naquele país.



Voltaire, escritor, historiador e filósofo do Iluminismo francês, na sua obra de 1744, Nouvelles considérations sur l'histoire.

François-Marie Arouet
[Voltaire] 
(1694-1778) 

   

É bom que existam arquivos de tudo para que os possamos consultar, quando for preciso (...)  Saber-se-á assim a história dos homens,   em lugar de se conhecer uma parte ínfi ma da história  dos Reis e de suas Cortes.



Lina Gorenstein, historiadora brasileira, organizadora do Museu da Intolerância
(USP), na sua obra "Heréticos e Impuros: a Inquisição
e os Cristão Novos no
Rio de Janeiro".  

Lina Gorenstein Ferreira da Silva   

A genealogia permite-nos solucionar um dos mais difíceis problemas da história brasileira: recuperarmos um perfil mais exato da família colonial. 


Machado de Assis, genial escritor brasileiro, em   Memorial de Aires (Brasília, Ministéro da Cultura, 2002, pág. 21), pela boca do personagem José da Costa Marcondes Aires,  o Conselheiro Aires, prevendo consequências  à   Decisão de 14.12.1890, que determina a queima de todos os documentos relativos à escravidão, em temor à  'onda indenizatória'. 

Joaquim Maria Machado de Assis 
(1839 -1908)  


Embora queimemos todas as leis, decretos e avisos, não poderemos acabar com os actos particulares, escrituras e inventários, nem apagar a instituição da História, ou até da Poesia”.



Manuel Mujica Lainez, jornalista,   romancista e crítico de arte argentino em Bomarzo, na boca do personagem Cardenal Orsini.

Man
uel Mujica Láinez 

(1910 - 1984) 

A imortalidade (...) é a sucessão no tempo. Somos elos de uma cadeia imensa. Quando tiveres um filho serás imortal.



Jacques LeGoff,  historiador francês especialista em Idade Média. Um  dos mais importantes do século XX, pertence à terceira geração de historiadores da Écòle des Annales,  escreveu dezenas de obras e dedicava-se à antropologia histórica, à histórias de mentalidades, ideias e culturas.  

Jacques Le Goff 
(1924-2014)

Os homens (são) os únicos objetos da história — de uma história que não se interessa por  qualquer homem abstrato, eterno, imutável e perpetuamente idêntico a si próprio — os homens, analisados sempre no quadro das sociedades de que são membros. Os homens, membros dessas sociedades, numa época bem determinada do seu desenvolvimento — os homem, dotados de múltiplas funções, de atividades diversas, com  preocupações e atitudes diferentes, que se misturam, se chocam, se contradizem, acabando por firmar uma paz de compromisso, um modus vivendi a que se chama Vida."


Chico Buarque, músico, compositor, romancista e dramaturgo brasileiro, na canção Paratodos 


Francisco Buarque de Holanda
(1949) 

Para saber mais sobre quem é quem nestes versos, clique aqui. 

O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano.

Meu maestro soberano
é Antônio Brasileiro (...)"


Alberto Dines  — jornalista, escritor, pesquisador e ensaísta brasileiro  — em Vínculos do Fogo, p. 823 (Companhia das Letras, 1992, 2ª ed., São Paulo)  

Alberto Dines
(1932) 


Árvore da vida, bosque de existências, a genealogia, sendo a condensação de histórias numa vida, também pode ser vista com a implicação da Vida em múltiplas histórias."



Vittorio Mathieu, filósofo e ensaísta italiano.  

Vittorio Mathieu
(1923) 


E, de fato, a memória traz o passado para o presente, embora conservando-lhe a sua qualidade de passado."


Goethe — poeta, romancista,  pensador, esteta, astrólogo, alquimista  e pesquisador de Ciências Naturais alemão, uma dos mais representativas figuras do Romantismo europeu.
A primeira citação é uma resposta de Goethe aos chistosos trocadilhos que Johann Gottfried von Herder (1744-1803), teólogo e filósofo, fazia com o seu sobrenome.  
A segunda está em 'Máximas e Reflexões'


 

Johann Wolfgang von Goethe
(1749 — 1832) 


 Porque o nome de um homem não é algo assim como um casaco sobreposto que se possa puxar e repuxar, mas uma roupa bem ajustada, aderida como uma pele, que não se pode raspar e maltratar sem que se fira o próprio homem."
... É bom olhar de vez em quando para trás. Tudo o que em nós há de original conservar-se-á tanto melhor e será tanto mais apreciado, quanto mais formos capazes de não perder de vista os nossos antepassados.  



Edmund Burke — escritor, político, ministro das Finanças, filósofo  
e orador anglo-irlandês — em Reflections on the Revolution in France (1790), reproduzido em "In Works", vol. 3 (ed. 1865). 

Edmund Burke 
(1729 - 1797)


Os povos que nunca olham para trás, observando seus antepassados, jamais olharão para a frente, ganhando uma posteridade."


Livro de Jó
(Yob) 

8; 8-10

Jó (Job) é um dos livros sapienciais do Antigo Testamento e da Tanakh.  Aborda o tema da justiça de Deus em face do sofrimento humano e é considerado ancestralmente uma grande obra literária.

Pergunta às gerações passadas 

e considera a experiência dos ancestrais.

Somos de ontem, não sabemos nada. 

Nossos dias são uma sombra sobre a terra. 

Eles, porém, te instruirão e falarão contigo, 

e em sua experiência encontrarão 

as palavras adequadas."


tradução da Bíblia de Jerusalém, 1981, Ed. Paulinas, S. Paulo 


Helen Keller foi escritora, conferencista e ativista sócio-política estadunidense. Tornou-se cega e surda ainda bebê e é um exemplo de superação. 

Helen Adams Keller 
(1880 —1968)  


Não há rei que não tenha tido um escravo entre os seus antepassados, e não há escravo que não tenha tido um rei entre os seus."


Gail Lumet Buckley, escritora e jornalista estadunidense, filha da atriz Lena Horne com o ator francês Louis Jourdan. 

Gail Lumet Buckley
(1937) 


Rostos familiares são espelhos mágicos. Olhando para  as pessoas que nos pertencem, vemos o passado, o presente e o futuro".



Ernest Renan, filósofo, filólogo escritor, ativista e historiador francês em Discours et conférences (1887)


Joseph Ernest Renan
(1823 - 1892) 

Um país compõe-se dos mortos que o fundaram e dos vivos que 0 mantêm."   


Richard Llewellyn, escritor galês, em How Green was my Valley, em português: Como era o verde o meu vale. 


Richard Dafydd Vivian Llewellyn Lloyd (1906 – 1983)


Eu vi atrás de mim aqueles que tinham ido, e diante de mim os que estão por vir. Olhei para trás e vi o meu pai, e seu pai, e todos os nossos pais, e olhei à frente para ver o meu filho, e seu filho, e os filhos sobre os filhos além.
E os seus olhos eram meus olhos."  


Sêneca, o Jovem, filósofo, advogado e escritor do Império Romano.  

Lucius Annaeus Seneca
4 a.C. - 65 - d.C

Aquele que se orgulha de seus ancestrais, elogia as façanhas do outro."


George Bernard Shaw,  dramaturgo, romancista, contista, ensaísta , jornalista e ativista irlandês. Co-fundador da London School of Economics, foi um 'socialista fabiano', e suas ideias aparecem muito nas comédias  satíricas que escreveu. 

George Bernard Shaw
(1856-1950)  


Se você não consegue se livrar do esqueleto da família, pode ao menos fazê-lo dançar."


Ruy Barbosa,   jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador brasileiro, num  Discurso no Colégio Anchieta, Nova Friburgo, RJ. "Palavras à Juventude". Publicado em Obras Completas de Rui Barbosa.
V. 30, t. 1, 1903. p. 358


Ruy Barbosa de Oliveira
(1848 - 1923) 


A pátria é a família amplificada. (...)  Multi­plicai a célula, e tendes o organismo. Multiplicai a família, e tereis a pátria. Sempre o mesmo plasma, a mesma substância nervosa, a mesma circulação sanguínea. "


Sigmund Freud foi  médico neurologista austríaco, notabilizando-se por ser o criador da Psicanálise.

Sigmund Schlomo Freud
(1856-1939) 


Qualquer coisa que encoraje o crescimento
de laços emocionais  há de servir contra as guerras."


Carl Jung,  médico, psiquiatra e psicoterapeuta suíço que fundou a Psicologia Analítica.


Carl Gustav Jung
(1875 - 1961)  

Além disso, as almas dos meus antepassados ​​são sustentadas pela atmosfera da casa. Afinal, eu  sou uma resposta às perguntas dos meus antepassados. Eu esculpi respostas ásperas da melhor maneira que pude. Eu mesmo os desenhei nas paredes. É como se um silêncio, superior à família, se estendesse pelos séculos, e acabou por povoar a casa."
Uma criança não nasce tabula rasa, o contrário,  é uma mistura definitiva ou a combinação de  genes; e, embora os genes parecem conter fatores principalmente dinâmicas e predisposições para certos tipos de comportamento, eles têm também uma grande importância para o arranjo da psique.  [entrevista a Richard Evans, 1957]   
Parece muito estranho para mim que (a Ciência)  não veja o que uma educação sem as  Humanidades está fazendo para o homem.  Ele perde a conexão com sua família, sua ligação com todo o seu passado, o tronco, a tribo, o clã — o passado em que o homem sempre viveu. Nós pensamos que nascemos hoje,  na tabula rasa , sem história, mas o homem sempre viveu no mito.  Pensar que o homem nasceu sem uma história dentro  de si mesmo é  que é uma doença. É absolutamente anormal. Ele nasceu num contexto histórico específico, com qualidades históricas específicas e, portanto, ele só é completa quando  tem uma relação com essas coisas. Se você está crescendo sem conexão com o passado, é como nascer sem olhos e ouvidos e tentar perceber o mundo externo com precisão sem esses sentidos.  A ciência natural pode dizer: "Você não precisa de conexão com o passado, você pode eliminá-lo", mas  isso seria uma mutilação do ser humano. Eu já vi na prática que este tipo de conexão tem um efeito terapêutico extraordinário.  [entrevista a Richard Evans, 1957]   


Mia Couto, biólogo, escritor e poeta moçambicano, em Antes de Nascer o Mundo. 

António Emílio Leite Couto (Mia Couto) 
(1955)


Ninguém é de uma raça. As raças são fardas que vestimos.”



Michael Crichton,   escritor, produtor de cinema e de TV estadunidense. 


John Michael Crichton
(1942-2008) 


Se você não conhece a história, então você não sabe nada. Você é uma folha que não sabe que é parte de uma árvore. (...)

Na realidade, o tempo não passa; nós passamos. O próprio tempo é invariável. Ele apenas é. Portanto, passado e futuro não são locais separados. 


Lourenço Correia de Matos, historiador português. 

Lourenço Correia de Matos  (1978) 

O interesse pela genealogia é transversal. Combato sempre esta ideia errada de que a genealogia é um exclusivo da nobreza ou de qualquer tipo de elites, a genealogia é para todos, o que se prova com o interesse crescente que tem vindo a despertar.



Pablo Neruda, poeta,  ativista e político chileno em 
Canto General (XII, v. 406 e seguintes)



Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto (Pablo Neruda)  
(1904-1973) 

Yo vengo a hablar por vuestra boca muerta.
A través la tierra juntad todos
Los silenciosos labios derramados
Y desde el fondo háblame de toda esta larga noche,
Como si yo estuviera con vosotros anclado,
Contadme todo, cadena por cadena
(...)
Dadme el silencio, el agua, la esperanza,
Dadme la lucha, el hierro, los volcanes
Apagad los cuerpos como imanes,
Acudid a mis venas y a mi boca.
Hablad por mis palabras y mi sangre.



Maya Angelou, escritora, poeta, educadora e ativista social estadunidense.

Marguerite Ann Johnson (Maya Angelou) 
(1928-2014) 


Precisamos assombrar a casa da história e ouvir de novo a sabedoria dos antepassados. "


Luís Fernando Veríssimo,  escritor, cronista, dramaturgo, músico, cartunista, roteirista e tradutor brasileiro.  Filho do também escritor Érico Verissimo



Luís Fernando Veríssimo  
(1936) 

Que formidável família a nossa, a dos brasileiros. Vagar por estes sobrenomes é não só conhecer histórias fascinantes como aprender história, e a variedade das nossas origens captada aqui vale mais do que qualquer tese sobre a singularidade étnica brasileira.
Falamos em "raízes", em "árvores" genealógicas, em "ramos" da família e a analogia é inescapável. Raízes, troncos, galhos que se bifurcam, as famílias são assim. Mas a analogia pode ser levada mais longe. As famílias, como as árvores, também nascem de sementes cuidadosamente semeadas e cultivadas ou nascem naturalmente, também começam tortas mas prevalecem ou nascem fortes e entortam. E tanto as árvores quanto as famílias estão sujeitas aos caprichos da polinização cruzada dos genes levados de uma para outra por meios inesperados, das uniões surpreendentes.



Thomas MacEntee,  informático e genealogista profissional estadunidense, especializado
em investigação com uso da tecnologia e das mídias sociais para acelerar a pesquisa da história da família.




Thomas MacEntee
(1960) 


Eu sou um genealogista gay. Ou, talvez: 'Eu sou um genealogista que acontece de ser gay'.... E eu não acho (isso) nada estranho. E se você acha que os homens e as mulheres homossexuais não têm um sentido de família, então você está enganado . Muitos de nós estamos criando os nossos próprios filhos ou aqueles são uma grande parte da vida: nossos primos, nossos sobrinhos e outros membros da família. Todo mundo tem família. E todos devem ter a capacidade de descobrir mais sobre a história de sua família. (...)


Alguma vez você já se perguntou se alguém em sua árvore genealógica era gay? Os gays muitas vezes são deixados escondidos em nossa história familiar, ou são apenas membros da família só não se quer falar sobre eles. Em minha própria pesquisa genealógica, meu objetivo é ter certeza de que cada pessoa é justa e totalmente representado e cada um tenha um 'tom de voz' igual. 



Marquês de Maricá, político, filósofo, escritor, ministro  e  diplomata brasileiro. 

Mariano José Pereira da Fonseca, Marquês e 1º e único Visconde de Maricá  
(1773 - 1848)


Costumamos condernar por ignorantes as gerações pretéritas, mas a mesma sentença nos espera nas gerações futuras."


Gilberto Freyre, sociólogo, antroólogo, historiador, romancista, poeta e pintor, político brasileiro, em sua obra seminal da sociologia no Brasil:  Casa Grande & Senzala. 

Gilberto de Mello Freyre 
(1900-1987)

Todo brasileiro, mesmo o alvo de cabelo loiro, traz na alma e no corpo a sombra ou pelo menos a pinta do indígena e do negro”.



Darcy Ribeiro, antropólogo, sociólogo, etnólogo, educador,   acadêmico, poeta, romancista e político brasileiro, conhecido por seu foco em relação aos índios, à educação e a formação da população do Brasil, na sua obra "O Povo Brasileiro". 


Darcy Guimarães Ribeiro (1922-1997) 

Nós, brasileiros, somos um povo em ser, impedido de sê-lo. Um povo mestiço na  carne e no espírito, já que aqui a mestiçagem jamais foi crime ou pecado. Nela  fomos feitos e ainda continuamos nos fazendo. Essa massa de nativos viveu por séculos sem consciência de si... Assim foi até se definir como uma nova identidade étnico-nacional, a de brasileiros... 
(...)
Dizem em, também, que nosso território é pobre - uma balela. Repetem, incansáveis,  que nossa sociedade tradicional era muito atrasada - outra balela. Produzimos,  no período colonial, muito mais riqueza de exportação que a América do Norte  e edificamos cidades majestosas corno o Rio, a Bahia, Recife, Olinda, Ouro Preto, que eles jamais conheceram.  
(...)
E assim nossas memórias... através delas daremos livros, 'livros a-mãos-cheias', a todo o povo. O livro,  bem sabemos, é o tijolo com que se constrói o espírito.   Fazê-lo acessível é  multiplicar tanto os herdeiros quanto os enriquecedores do patrimônio literário, científico e humanístico, que é, talvez,  o bem maior da cultura humana. 
 



Livro dos Salmos
(Tehilim) 

78; 1-3


Salmo 78 - Poema. De Asaf.  


Povo meu, escuta minha lei,  
dá ouvido às palavras de minha boca;  
vou abrir minha boca numa parábola,
vou expor enigmas do passado.  

O que nós ouvimos e conhecemos,
o que nos contaram nossos pais,
não o esconderemos a seus filhos;
nós o contaremos às gerações  seguintes. 


Tradução da Bíblia de Jerusalém, 1981, Ed. Paulinas, S. Paulo 

Tehilim 78 -  Um "Maskil" de Asaf.


Escuta, meu povo, a minha Torah, 
inclina teu ouvido às palavras que pronuncia a minha boca.
Contarei uma parábola e anunciarei enigmas de tempos que já passaram há muito. 

O que ouvimos e aprendemos, exposto por nossos pais, não ocultaremos a seus descendentes, até as mais longínquas gerações. 


Com Tradução e Transliteração, de Vitor Fridlin, David Gorodovits e Jairo Fridlin. Reprodução autorizada por Jairo Fridlin.



Anedota Genealógica

Os pecados de nossa mãe nos envergonham;
os de nossas avós não nos afetam
mas os de nossas bisavós nos divertem."



Carlos Drummond de Andrade, poeta,  - contista, cronista brasileiro,   o mais influente poeta brasileiro do século XX.  Gloriosos está na obra Boitempo (1968)


Carlos Drummond de Andrade
(1902 -1987) 



OS GLORIOSOS

O chão da sacristia é forrado de campas,
domicílio perpétuo dos Antigos,
pois assim deve ser: volta dos filhos
da Santa Madre à Matriz do batismo,
para serem pisados como pó
e lembrados como reis.