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Genealogia no Brasil   |   bravagentebrasileira.genea@gmail.com

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Foto da família em toalhas!

Tenha um jogo de toalhas totalmente personalizado com a foto da sua família!   Você pode mandar imprimir  uma foto da família recente e/ou de seus ancestrais. Pode ter uma toalha com a foto de cada um de casa. O que você quiser!  Enxugarte

12 razões para genealogizar

  1. Validar  histórias de família — determinar se as histórias de família sobre os seus ancestrais são verdadeiras.
  2. Compreender um fato da História  — obter melhor compreensão do envolvimento de um ancestral em um fato histórico.
  3. Explorar a contribuição das famílias à construção do País — pesquisar a resiliência das famílias que sobreviveram às vicissitudes de guerra, imigração, pobreza ou escravidão; estudar o sucesso na integração além das fronteiras raciais ou nacionais; investigar conquistas empreendedoras: comerciais, agrícolas, educacionais, industriais etc.
                                                    Leia mais 

Aviso Importante

Os editores deste website não fazem pesquisa genealógica para terceiros. Mas têm muito prazer em compartilhar o que aprenderam ao longo de suas pesquisas dentro e fora da Internet. Daí a razão deste site!



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O que é Genealogia?

Genealogia é o ramo da História que se dedica ao estudo das famílias, à sua origem, dinâmica e evolução, descrevendo a sucessão de gerações, em sentido ascendente ou descendente. Sempre que possível, o estudo traça os dados vitais e  as biografias dos seus membros. Portanto, Genealogia estuda a história das famílias.

Embora seja ciência auxiliar da História,  sua importância reside na descrição de indivíduos, independentemente de suas relevâncias.  Isso porque todos esses indivíduos construíram suas vidas inseridos na sociedade a que pertenciam e vivenciando a mentalidade de suas épocas.   


O que não é Genealogia............

Genealogia, enquanto estudo social,  não é investigação genética, não é ensaio de proselitismo religioso, não é descrição de mitos e não é foco
de arbitragem moral. É História das Famílias... 

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Pequeno roteiro para quem 
estréia na pesquinsa genealógica 

Fazer uma pesquisa genealógica é uma atividade prazerosa e divertida. Muito mais que um passatempo, a pesquisa genealógica vai permitir que você tome contato com as suas origens.  

Qualquer pessoa bem alfabetizada é capaz de fazer sua pesquisa e de lançar os dados colhidos em folhas de papel ou em softwares (programas de computador e aplicativos para mobiles) específicos.

Pesquisar Genealogia exige algumas qualidades pessoais e um outro tanto de técnicas.

Tudo está explicado aqui.

Bom trabalho e muitas descobertas!

por Maria Fernanda Alves Guimarães

I.  As qualidades do pesquisador
de história da família  

  1. Só o fato de você ter chegado a esta página, pela Internet, comprova que você é capaz.


  2. No entanto, ser um pesquisador de Genealogia exige algumas qualidades pessoais. A primeira é ter de gostar do assunto.


  3. Pergunte a seus  botões: por que quero iniciar uma pesquisa genealógica?  Se a resposta for "por razões afetivas, culturais, espirituais,  ou religiosas", "porque gosto de História" ou "porque acho que 'dá um romance' a  trajetória da minha família", ou ainda "me entusiasma ver a luta dos ancestrais", congratulações! Você tem a qualidade mais importante para ser um investigador genealógico: o prazer pelo assunto.


  4. Mas atenção: você tem de pesquisar! Ninguém vai fazer a investigação genealógica por você. Pode-se até contratar um profissional caso seja importante encurtar o caminho e houver recursos financeiros para isso. Mas ninguém pesquisará tão bem seus ancestrais como você mesmo.

  5. Se você estiver fazendo uma pesquisa apenas para obter cidadania de países europeus, é bem capaz que uma assessoria profissional faça a tarefa mais rapidamente. E é uma ótima opção no caso. Mas se contratar um profissional for economicamente inviável, saiba que você vai trabalhar duro para ter sua árvore... nem que seja só daquele ramo do avô imigrante, cuja nacionalidade vai lhe garantir um passaporte da Comunidade Europeia.


  6. E  apesar de toda a pilha de documentos que cada estado-membro da CE exige, saiba que essa é uma pesquisa genealógica superficial. (Leia depois quem tem direito à Cidadania Européia)

  7. Listas de discussão, o site dos arquivos públicos, bibliotecas, fóruns, grupos de ajuda pela Internet ou fora dela, o site dos mórmons e outros constituem maravilhosos recursos tecnológicos de pesquisa genealógica. Mas não são a sua pesquisa! Tudo isso é apenas ferramenta!

  8. Atenção: De nada adianta entrar numa lista de discussão e perguntar coisas do tipo "eu descendo de uma família Oliveira, do Paraná, podem me indicar minha genealogia?" Ora, não seja ingênuo!  Quantos Oliveiras existem em todo o Paraná? Quantos já passaram por lá e deixaram o Estado? Quantos Oliveiras foram e vieram? Quantos deixaram de assinar esse nome? Quantos ramos de Oliveiras vieram de Portugal? Quantos foram "inventados" aqui? Quantos Olivieri e Oliveros não foram "transformados" em Oliveira? Você tem de ser mais preciso, mais pontual, mais específico.

  9. E saiba desde agora: as respostas estão na sua própria família. Há que se investigar, que perguntar, que escarafunchar os documentos, telefonar para os parentes afastados, passar e-mails, telegramas, faxes e enviar cartas cartas pelo correio... Os mais idosos não estão afeitos a muita tecnologia. A comunicação entre os parentes garante o sucesso das suas pesquisas.


  10. Outra qualidade importante é a memória. Você tem que ter boa memória. Se não a tiver por natureza, procure manter apontamentos básicos numa agenda pessoal que esteja sempre à mão.


  11. Você tem de ser um indivíduo "concentrado". E também atento o suficiente para fazer ligações e guardar nomes. Se ao ler uma notícia, você não se fixa nos sobrenomes dos envolvidos. Se, para você, grafar "Melo" com um 'L' ou com dois não faz diferença, se costuma escrever sobrenomes "de ouvido", se ao conhecer uma pessoa não interessa lhe perguntar o nome de família, se nunca soube o nome de solteira da sua avó paterna (ou do seu primeiro amor, não do amor da avó, do seu mesmo!) desculpe, mas procure outro hobby. Você não tem o mínimo pendor para a Genealogia.


  12. Mantenha a sua atenção no mundo! Uma notícia de jornal, um livro encontrado numa livraria, uma nota numa revista na sala de espera do dentista, uma conversa em família podem ser fonte de muita informação. Tudo pode ser pista!
    Veja que uma relato histórico pode trazer uma pista sobre a história de uma pessoa. Não exatamente um 'vulto' da história. Pessoas que fazem a vida acontecer.


  13. Você tem que ser persistente.

  14. Você tem que ser muito persistente!

  15. Você tem que ser extremamente persistente! Um pesquisador demorou 16 anos (de 1998 — quando foi fundado o antigo Memorial do Imigrante, hoje Museu da Imigração — até 2014) para achar o registro de seus ancestrais italianos. Isso porque havia uma diferença de grafia da letra "N" para "M" na transcrição para o projeto de indexação digital e o arquivo não era localizado. Depois da dica de um outro pesquisador sobre essas falhas, e como tinha o nome de alguns tios que acompanhavam o bisavô, o registro foi finalmente encontrado!


II.  Ética: conceitos, preconceitos, precisão,  honestidade intelectual 

  1. Como todo trabalho intelectual, a pesquisa genealógica exige ética. 


  2. Como todo trabalho em História (sim genelogia é um ramo da História Social: a História das Famílias), a pesquisa genealógica exige cuidado com os perigos da anacronia, ou seja, de fatos situados num tempo errado. Essa discrepância tanto pode ser cronológica como ideológica.

  3. A discrepância cronológica é clássica. Diz respeito a uma citação de datas impossível. Exemplo? Um pesquisador colocou em sua comunicação que descende de uma família de Ouro Preto, MG, que lá se estabeleceu em 1610. É verdade sim que aventureiros andavam sempre por aqueles lados, mas a data mais antiga da fundação da Vila Rica é de 1652. A citação exige uma documentação respeitável para não cair na anacronia... ou no ridículo.

  4. Já anacronismo (ou anticronismo) ideológico consiste essencialmente em aplicar ideias e conceitos de época para analisar os fatos de outro tempo. O anacronismo é uma maneira equivocada de avaliar um determinado tempo histórico à luz de valores que não pertencem a esse mesmo tempo histórico.
    Exemplos: 
    É muito comum as pessoas dizerem que em Atenas não havia mesmo democracia, porque as mulheres e os escravos não tinham direito a voto. Ou que a Igreja tinha muito poder na Idade Média. Ou que os proprietários de terra brasileiros coloniais eram crudelíssimos porque tinham escravos. Todas essas afirmações têm anacronismos ideológicos, pois não levam em conta a mentalidade da época em que se passam os fatos.

  5. Para  fazer sua pesquisa genealógica você tem que se despir de preconceitos quanto a quem vai encontrar entre os seus ascendentes. Se tiver vergonha de descender de pessoas que viveram do seu próprio trabalho ou que emigraram para "puxar enxada", se prefere esconder que tinha um bisavô meio índio ou uma avó negra, ou sendo uma pessoa de rígidos princípios morais que se escandaliza com filhos fora do casamento, melhor não se aventurar em Genealogia... especialmente no Brasil!


  6. Você tem que deixar de lado de uma vez por todas aquelas lendas megalomaníacas de que descende de um nobre exilado e empobrecido, de uma condessa que fugiu com o cavalariço, ou ainda de reis e rainhas. Pode ser até que você ache um conde entre seus ancestrais. Não é impossível. Como disse o médico e memoralista Pedro Nava: "Porque não existem famílias que não venham, a um só tempo, do trono e da lama. Basta um simples cálculo matemático para provar essa verdade."

  7. Assuma, todavia, que a maioria esmagadora dos nossos avoengos era gente plebeia, que vivia uma vida simples e sem grandes brilhos sociais. Isso não é motivo de vergonha. Orgulhe-se de seus antepassados! Leia esse artigo da advogada e pesquisadora de genealogia, Léa Beraldo.

  8. Você tem que ser honesto em relação às informações colhidas. Se descobrir entre os ancestrais um ladrão de cavalos, paciência. Não omita se uma bisavó foi mãe solteira ou fugiu com o saltimbanco do circo. Para alguns, é muito chic ter uma 'linha de batina' na árvore. Como a do escritor José de Alencar (1829-1877), que era filho de uma união ilegal entre o padre José Martiniano de Alencar e a prima Ana Josefina de Alencar. Contudo, se um fato assim ferir seu ego de modo irremediável, desista da Genealogia.


  9. A   pesquisa genealógica não tem fim. Você pode se impor um limite: "vou até os trisavós ou até os vigésimos avós..." Tudo depende da sua disposição, temperamento, necessidade, vontade e gosto.


  10. A  pesquisa genealógica pode ser o trabalho de meses, de anos e até de uma vida inteira. Nunca, porém, será uma atividade imediatista.

  11. Outro fator importante é a honestidade intelectual. Pode ser que você entronque um antepassado numa árvore com genealogia bem estudada por alguém que já pesquisou muito. Neste caso, dar o crédito ao pesquisador anterior é essencial, como em qualquer pesquisa.

  12. Textos  biográficos, narrativos ou explicativos que forem da sua pena são creditados a você; se não, outra pessoa merece o crédito. O antigo site Meus Parentes (pode conferir aqui!) adquirido pelo My Heritage fez todo um texto em português quase que integralmente copiado deste Brava Gente Brasileira, que está no ar — em versões, tecnologias e paginações diversas — desde 1999. E o crédito nunca nos foi dado.


III.  A credibilidade da sua pesquisa 

  1. Sua pesquisa genealógica será tanto mais meritória, honesta e digna de credibilidade  (isso é essencial!!!) quanto mais documentado você estiver.  
  2. Procure fotocopiar (ou fotografar  e até mesmo escanear —  todos e qualquer documento,  fotografia,  notícia, placa de sepultura, placa de rua ou qualquer coisa que comprove as informações que você colheu. Hoje em dia   —  telefones celulares, tablets e Ipads — têm essas funções e outras mais, permitindo até que se otimize a imagem, editando-a ali, na horinha. 


  3.  Não é digna de crédito qualquer informação não comprovada. É inadmissível no século XXI, um pesquisador alegar que não lhe foi permitido fotocopiar/ escanear  um documento ao qual ele chegou a ter acesso.  Uma escusa  dessas põe toda a pesquisa a perder. Ou não houve  pesquisa alguma.  

  4.  Se você optar por uma pesquisa não superficial é porque está em busca de suas raízes, de sua identidade familiar. A profundidade das suas investigações vai além de nomes e datas: ela objetiva contar uma história. A história daqueles cuja existência permitiram que hoje estejamos aqui.


  5. Por isso,  é importante registrar, tanto quanto possível,  a personalidade de cada antepassado, suas lutas, suas conquistas, suas decepções e perdas, seus feitos, seu modo de vida, seus amores, sua história  —  que logicamente está inserida dentro da história da cidade, do País, do mundo... . O tanto quanto possível, registre o  que lhe contaram ou que você tenha achado em notícias de jornais velhíssimos e até em livros de História. Por que não?


  6.  Assim, você não só terá um registro da trajetória de um indivíduo, mas estará delineando o quadro histórico de toda uma época e de uma região. A Vida, enfim. 


    Padrão de Prova Genealógica: o meu P.P.G. 

     por  Maria Fernanda Guimarães

    A prova é um conceito fundamental em genealogia. Para ter credibilidade, cada conclusão sobre o antepassado pesquisado deve ter passado pelo método da apuração.

    Em muitos aspectos, a pesquisa genealógica se aproxima do trabalho de apuração jornalística, que depois se converte numa matéria.

    No Brasil, que eu saiba,  não existe uma certificação genealógica, tal como em muitos países. Ao longo da minha experiência, como pesquisadora genealógica, aproveitei muito do conhecimento prático e teórico da apuração jornalística da minha vida profissional. Além disso, uso meu faro, minhas hipóteses  e a obstinação. 
    Então, desenvolvi um Padrão de Prova Genealógica, que tem que passar pelas seguintes etapas.

    • Pesquisa

    • Entrevista

    • Citação das fontes

    • Confrontação das  fontes

    • Correlação das informações coletadas

    • Documentação

    • Verificação (dupla) dos dados apurados, sem confiar na memória

    • Resolução ou Menção de evidências conflitantes

    • Conclusão coerente, escrita de maneira fundamentada.




IV.  Dicas  essenciais para quem vai começar a pesquisar na rede  


  1. Se  você chegou até aqui neste texto, das duas uma: ou já se inoculou com o «vírus» da genealogia ou... vai se contaminar em breve! Parabéns! Junte-se às listas de discussão, leia todos os sites importantes sobre o assunto (veja em Dicas & Links), providencie fichas de família e de grupos, mapas de costado, baixe (ou compre) um software (veja em Programas Grátis) ou se inscreva num site de genealogia e mãos à obra.

  2. O seu  trabalho está apenas começando...


  3. A disseminação dos dos sites de genealogia pela internet  —  sejam os comerciais, tipo My Heritage,  Ancestry, Geni;  ou não-comerciais, com o voluntário World Gen Web ou o religioso Family Search —  disponibilizaram centenas de bancos de dados on-line que guardam informações aos borbotões. Essas informações podem ser um diamante raro ou uma pérola falsa.  E tem muita gente que ao se utilizar  desses sites,  está criando verdadeiros imbróglios genealógicos na rede.   


    Expliquemos:

  4.  Não é porque se encontrou um Giovanni Rossi casado com uma Maria  Bianchi que sejam exatamente esses o seu trisavô e  sua trisavó. Podem até ser, mas Rossi e Bianchi são os sobrenomes mais comuns na Itália, algo como Silva e Sousa, no Brasil. Portanto, assim como há milhares de João da Silva casados com Maria de Sousa, há também milhares de Giovanni Rossi casados com Maria Bianchi. Jamais assuma a ligação imediata dos nomes achados. Pesquise datas, locais, parentescos.
    E só quando tiver certeza absoluta (documental é melhor!) proceda ao entroncamento.  


  5. Existem também muitas Listas de Discussão na Internet sobre o tema Genealogia. Nestas listas (como em outras quaisquer ou em qualquer lugar de pesquisa), você pode encontrar de tudo: profissionais e amadores, pessoas arrogantes e modestas, experientes e iniciantes, gente que tripudia sobre a ingenuidade ou o desconhecimento dos companheiros de lista, e os que são generosos com as informações que colhem. Há ainda dois tipos de oportunistas: aqueles que querem "explorar" os colisteiros pretendendo que os outros pesquisem por ele próprio e um outro tipo que está lá só para vampirizar o trabalho alheio. Seja do lado “do bem”, daqueles que compartilham sempre.


  6. Você vai descobrir também muita gente ética, culta, simpática, cordial e de boa-vontade, que tem real prazer em dar boas explicações e compartilhar informações. Participar de listas é uma delícia, a gente aprende muito e faz amigos de verdade. Sendo genealogista amador(a), não se envolva em discussões estéreis, evite servir de lenha para a fogueira das vaidades; divida seus achados e descobertas;  pergunte sim, mas não fique cobrando respostas dos companheiros, não tome partidos em debates acadêmicos (que muitas vezes nem acadêmicos são, mas apenas vitrina de vaidades), não ofenda ninguém, seja cortês em todas as ocasiões e mantenha a urbanidade.


V. Fase de Apuração: documentos comuns e entrevistas familiares

VI. Fontes diferenciadas podem
gerar pistas muito  interessantes 


  1. Reiteramos: comece por você mesmo! Consulte seu próprio registro de nascimento. No seu assentamento, já constam os nomes de seus pais, dos avós maternos (pais da sua mãe) e dos avós paternos (pais do seu pai). Se você consultar a certidão de seus pais, o que não é difícil, terá pelo menos os nomes de uma uma geração.

  2.  Depois, pergunte a eles seus nomes completos, incluindo quaisquer nomes que eles têm ou possam ter tido tiveram no passado, e que não aparecem agora na sua certidão de nascimento. Especialmente as mulheres costumam mudar de sobrenome depois de se casarem.


  3. ergunte a eles os locais e datas de nascimento e de casamento. Pergunte os cartórios onde foram registrados e casados e, se houve cerimônia religiosa, as Igrejas (e cidades) onde foram batizados e se casaram.


  4. Imdague,  especialmente seus avós,  os nomes de pais deles  e nomes completos dos avós deles. Pergunte muito, especialmente se nço houver certidões disponíveis.

  5. Recorra a outros  parentes mais idosos, caso seus avós sejam falecidos. Indague sobre quaisquer sobrenomes que eles possam ter usado no passado e não usam mais. Isso acontece geralmente com as mulheres quando se casam e com imigrantes que têm muitas grafias diferentes nos nomes. Também as razões políticas fizeram com que sobrenomes antes usados fossem abandonados. Isso aconteceu entre os judeus, árabes, italianos e alemães. E mesmo entre as famílias de sobrenome brasileiro (ou português), isso aconteceu com membros perseguidos por governos ditatoriais.


  6. Apelidos, nomes de guerra (usados nas Armas, na aviação e navegação comerciais), pseudônimos (escritores e jornalistas) ou nomes artísticos também são importantes e devem ser registrados.


  7. Os  avós e outros  idosos da família — tios, primos — muitas vezes sabem os locais e as datas de casamento de seus próprios pais. Confira !


  8. Talvez alguém da família possua um livro religioso, como uma Bíblia, um missal  ou um livro de orações, que registre nascimentos, casamentos e óbitos.


    Na casa de Carl Wegge, em Pomerode, SC, foi encontrada uma Bíblia com o registro de nascimento dos filhos e netos.



  9. Às vezes, muitos casais não eram efetivamente casados ou se casaram depois de uma gravidez. Antigamente, nos lugares mais distantes, as pessoas só se casavam quando aparecia um padre ou um juiz-de-paz. Por isso é comum os avós dizerem que "não se lembram" da data ou que não sabem. Eles não agem assim porque querem deliberadamente mentir, mas porque estão preservando valores morais importantes na geração deles.

  10. Explique-lhes que para você é mais importante ter os dados corretos a ter informações distorcidas. E, especialmente, que você não está julgando ninguém. Seja muito delicado. Não deixe de ler o artigo Questões Delicadas!

  11. Pergunte ainda aos familiares idosos se todos cresceram na mesma cidade na qual nasceram. Para onde se mudaram? Por quê? Quantas vezes se mudaram? Quem nasceu onde? Quem foi para onde. (Vá anotando tudo!) 


  12. Questione  a origem da família. Ela descende de estrangeiros? Quando vieram para o nosso país? Em que condição vieram esses ancestrais?


  13. Todos são deste Estado ou alguém veio de outra região ou de outro Estado?


  14. Nas  famílias com ascendência estrangeira é importante perguntar não apenas o país de origem, mas a cidade, a região e as possíveis causas que levaram à imigração.


  15. Alguém se lembraria do nome do navio em que vieram os ancestrais?


  16. Em que ano esses ancestrais imigraram?


  17. Tenha em mente algo essencial. Os  portugueses que vieram para cá antes de 1822 (ano da Independência) não são imigrantes, mas colonizadores. Assim, de nada  vai adiantar fazer buscas em navios de imigrantes se os seus portugueses vieram para o Brasil como colonizadores.


  18. Famílias descendentes de negros podem até saber de qual lugar da África vieram seus avoengos. Essa pesquisa não é fácil, pois infelizmente, a maioria dos documentos relacionados com a Escravatura foi destruída. Não foi um ato historicamente correto, mas juristas sustentam que se isso não tivesse sido feito, muitos fazendeiros teriam tentado acionar a Coroa (depois a União) juridicamente, para obter ressarcimento dos prejuízos que tiveram com a Abolição.


  19. No  entanto, os escravos, seus filhos, os alforriados, todos foram batizados como cristãos e, assim, tiveram seus batizados e casamentos lançados nos livros de batismo.


  20. Outras fontes são as tradições orais e as fotos antigas que embora não abundassem, foram sim produzidas, como comprova o livro Negros no Estúdio do do Fotógrafo

    [Obra: KOUTSOUKOS, Sandra Sofia Machado. Negros no Estúdio do Fotógrafo. . Editora Unicamp. 1ª ed. Campinas-SP, 2010.], tese de pós-doutorado da autora na Unicamp.




  1.  Hoje  muitas cidades do Brasil possuem grupos de pesquisa das raízes africanas. Procure saber pela internet ou nos centros culturais da sua cidade se não existe um grupo assim. Comunidades em redes sociais podem ser criadas para fazer essa investigação.


  2.  Em todos os casos de pesquisa, procure fotos antigas, quadros, pinturas, desenhos e identifique as pessoas desconhecidas junto aos mais velhos.


  3. Procure também os centros de memória ou museus das cidades de seus ancestais para obter mais pistas. 


  4. Crie uma lista de perguntas para ter certeza que você irá obter o mesmo tipo de informação de todo mundo. Essas informações devem ser suficientes para preencher sua árvore. As informações básicas que você precisa de cada membro da família devem incluir: nome completo do entrevistado, sua data e local de nascimento; data de casamento, nome completo de seus pais; data e local de nascimento. Datas e locais de óbitos dos que já se foram.


  5. Ampliando a pesquisa para os colaterais (os que não estão em linha reta na árvore), pergunte às pessoas mais velhas da sua família sobre seus pais e irmãos.

  6. Reúna todos os documentos da família que você ou seus pais e irmãos tenham. Documentos, tais como certidões de nascimento e de óbito, bem como registros oi certidões de casamento. Anote todas as informações em um diário que você tenha acesso fácil quando for criar a árvore genealógica em seu computador. 


  7. Se puder, grave (ou anote cuidadosamente em papeis) todas as histórias, fatos ou lendas das famílias. Verdadeiras ou não, elas são pistas para a pesquisa.

  8. Anote informações avulsas, referências bibliográficas, manuscritos. Muita gente fez parte da história local ou nacional. Essas pessoas têm biografias mais acessíveis.


  9. Lembre-se: recolha os dados não só dos antepassados diretos, mas se for possível também dos colaterais (tios, tios-avós, primos em vários graus), para que a sua árvore fique o mais completa possível. Quando citados os padrinhos e testemunhas de cerimônias, anote seus nomes, pois muitas vezes são parentes.


  10. Em resumo: recolha da família, principalmente dos  membros mais velhos, o maior número possível de informações, desde o nome de todos os parentes que se lembrem, as datas e locais dos respectivos nascimentos, batizados, casamentos e óbitos, profissões, atividades sociais, nomes dos cônjuges dos filhos, cargos públicos, bens patrimoniais (sobretudo casas, sítios e fazendas).


  11. Tudo isso poderá se converter em  documento primário ou numa pista para a investigação genealógica.


 VII. Fase de Classificação: como
ordenar os documentos

  1. Durante a fase de apuração, reúna os originais ou fotocopie. fotografe ou escaneie todo e qualquer documento que possa servir de fonte e de comprovação.

  2. Lembre-se do aforismo: "Genealogia sem documento é mitologia" 


  3.  Colecione documentos: a pesquisa genealógica tem mais valor quanto maior for o número de "provas documentais" daquilo que se afirma.

  4. Você pode inicialmente ter 4 pastas poliondas, de cores diferentes,  cada ramo da família. Ao menos 4 pastas: uma para cada costado (cada avó e avó). Guarde essas pastas numa caixa própria.


  5. Se o ‘vírus’ da genealogia aparecer na sua vida, você terá depois mais caixas, talvez um arquivo todo.


  6. Não fique nunca esperando o armário ideal. Leia em 20 dicas para não se frustrar.


  7. Arquive todos os documentos e imagens. Se você for familiariarizado(a) com informática, a parte significativa deste material pode ser escaneada ou gravada e depois armazenada junto com os demais dados do indivíduo no seu software ou aplicativo de genealogia.


    Quais documentos são
    mesmo os importantes?

    Tudo serve e vale como fonte e documentação: certidões de nascimento, casamento, divórcio e óbito, certificados de alistamento militar, atestados de batismo e de 1ª Eucaristia ou de Profissão de fé, "santinhos" de batizados e de 1ª Comunhão,  de crismas, missas de 7º dia ou outras em sufrágio da alma;  certificados e boletins escolares, diplomas acadêmicos, caderneta/ carteirinha da escola, de transporte público; inventários, partilhas, testamentos, documentos pessoais: identidade, título de eleitor, CPF, carteira de identidade, carteira de motorista, título de eleitor, passaportes, carteira de trabalho, cartão do cidadão, cartão do INSS, do SUS, do plano de saúde, certificados de propriedade de automóveis, documentos comerciais e profissionais: crachás de empresas, contratos sociais, contratos mercantis; qualquer documento de associado: carteirinha de clube, identificação com entidades associativas (Rotary, Lions etc. ), cartão da biblioteca, cartão de idoso... Fotografias (lembre-se das preciosas anotações do verso) recortes de jornais, almanaques e revistas, notas achadas na internet...




    Genealogia sem documentação 
    é  mitologia.
     

Descubra sua História (filme dos mórmons - Passo 1)