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Foto da família em toalhas!

Tenha um jogo de toalhas totalmente personalizado com a foto da sua família!   Você pode mandar imprimir  uma foto da família recente e/ou de seus ancestrais. Pode ter uma toalha com a foto de cada um de casa. O que você quiser!  Enxugarte

12 razões para genealogizar

  1. Validar  histórias de família — determinar se as histórias de família sobre os seus ancestrais são verdadeiras.
  2. Compreender um fato da História  — obter melhor compreensão do envolvimento de um ancestral em um fato histórico.
  3. Explorar a contribuição das famílias à construção do País — pesquisar a resiliência das famílias que sobreviveram às vicissitudes de guerra, imigração, pobreza ou escravidão; estudar o sucesso na integração além das fronteiras raciais ou nacionais; investigar conquistas empreendedoras: comerciais, agrícolas, educacionais, industriais etc.
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Aviso Importante

Os editores deste website não fazem pesquisa genealógica para terceiros. Mas têm muito prazer em compartilhar o que aprenderam ao longo de suas pesquisas dentro e fora da Internet. Daí a razão deste site!



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O que é Genealogia?

Genealogia é o ramo da História que se dedica ao estudo das famílias, à sua origem, dinâmica e evolução, descrevendo a sucessão de gerações, em sentido ascendente ou descendente. Sempre que possível, o estudo traça os dados vitais e  as biografias dos seus membros. Portanto, Genealogia estuda a história das famílias.

Embora seja ciência auxiliar da História,  sua importância reside na descrição de indivíduos, independentemente de suas relevâncias.  Isso porque todos esses indivíduos construíram suas vidas inseridos na sociedade a que pertenciam e vivenciando a mentalidade de suas épocas.   


O que não é Genealogia............

Genealogia, enquanto estudo social,  não é investigação genética, não é ensaio de proselitismo religioso, não é descrição de mitos e não é foco
de arbitragem moral. É História das Famílias... 

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Dicas de Ocasião

  para não se frustrar com

  sua pesquisa genealógica

Início >  Sua Pesquisa > 30 dicas para não se frustrar com sua pesquisa genealógica 

A Genealogia é uma atividade que se exerce durante muitos anos. Talvez, durante toda a vida. 

Procure ter uma pasta com anotações e um único cadernão no qual você faz seus apontamentos genealógicos. Ainda que você use tablets, telefones inteligentes, seu computador, o Google Drive – ou qualquer outro drive na nuvem – nunca é demais ter os dados apontados no bom e velho estilo. Ainda que você faça um print e coloque tudo num fichário.

Anote sempre a fonte de informação que você grava ou fotocopia, apontando a data de coleta desse dado. Se o material é de um livro, escrever o nome, autor, editora, ano de publicação, ISBN (se tiver uma), e também o local onde o encontrou. Se possível, fotocopie a capa e a página da informação.

Fale com todos os seus parentes mais velhos, antes de todos eles se vão e você ocupe a geração mais velha da sua família! Mesmo um parente distante pode ser uma mina de ouro de informações sobre seus antepassados.

Faça de tudo para não postergar a organização dos papeis que você coletar.
 Crie um sistema de arquivamento para os seus papéis e anotações, fotos, gravações, documentos, fotocópias, etc. Não deixe levar pelo sonho utópico que você terá um arquivo sofisticado, sob encomenda. É melhor ter tudo arquivado de forma simples (usando pastas suspensas, pastas de elástico ou fichários tipo A-Z) mas eficientemente armazenado a ver dois metros de pilhas de papéis aguardando o dia-de-são-nunca em que a gente terá dinheiro para encomendar o arquivo ideal.



Mantenha backups de todos os e-mails que você envia — especialmente se tiverem respostas aproveitáveis. O ideal é abrir um e-mail no Gmail, Outlook (ex-Hotmail) ou Yahoo exclusivamente para assuntos genealógicos. Esses serviços de e-mail permitem que a gente organize dados em pastas. Os backups vão poupar a você de fazer as mesmas perguntas várias vezes e quais as dúvidas que eles têm ou não responderam ou não sabem.

Faça backups frequentes de seu computador. Use um pen drive, HD externo ou “nuvem”. Os backups físicos devem ser armazenados em dois lugares: casa e escritório, casa e residência de outro parente.

Ao procurar por parentes em registros civis, listas de passageiros, livros de batismo, não passe batido sobre as entradas que são quase iguais mas não
 idênticas às que você   procura. Você pode desperdiçar uma ótima pista. 


Veja exemplos práticos:

• Meu avô materno se chamava João Bernardo Guimarães Alves. Assim está na certidão de óbito dele e nos documentos da minha mãe (certidões, RG, etc.) Porém, na listagem do registro civil de Belo Horizonte, onde ele nasceu, consta apenas João Alves. Na certidão de nascimento da minha tia Isabel, está apontado: “filha de João Guimarães Alves”, sem o Bernardo. 


• Uma dos minhas trisavós se chama Anna Carolina Guimarães. Na transcrição da listagem dos mórmons, ela aparece como Dianna Carolina Guimarães, como mãe de Victalina. Ora, eu sei que minha bisavó Olympia tinha uma irmã Victalina. Procurando depois os registros originais,
vi que estava escrito:


Até bem recentemente, as mulheres casadas eram tratadas por ‘Dona’: D. — inclusive nos registros civis. Antigamente, nos censos, o título D. ou Dna. apontava uma mulher casada.  No caso da certidão citado acima,  o escrivão fez um ponto mais alongado no “D.” e o pesquisador mórmon — provavelmente estrangeiro, desusado em português mais antigo — ao transcrever o texto deve ter lido D. Anna como Dianna... e assim anotou, ficando dessa forma lá nos registros SUD em Utah (EUA). 


• Um imigrante italiano que se chamava Augusto (ou Agostino Nutti), tem seu registro de entrada no Museu da Imigração como Agostino Mutti. Vimos o registro original e está claramente grafado com “N”, mas o digitador ou errou ou interpretou o "N" como um “M”.


• Vamos supor que você esteja procurando (como eu, e os nomes são reais) o casamento de Joaquim da Fonseca com Olympia em 1896. Mas achei um casamento de Joaquim da Fonseca com Berenice. Ora, poderia ter sido (como foi, de fato!) um casamento anterior, em que a primeira esposa morreu pouco depois.



Ao escrever (ou mandar e-mail) para as bibliotecas locais ou regionais, peça aos bibliotecários a indicação de livros antigos — que nem constam em catálogo ou nem tiveram publicação nacional. Todas as cidades e regiões têm seus historiadores locais que punlicaram às suas próprias expensas, sem o patrocínio de grandes editoras. São esses livros que os genealogistas procuram!


Peça ainda a estes bibliotecários indicação (ou procure na Internet) do comércio local de livros usados (sebos, alfarrábios) ou sociedades genealógicas ou históricas em suas regiões de interesse. Toda essa gente pode indicar livros antigos ou narrar velhas histórias locais ou histórias de família pertencentes àquela área geográfica.


 
Não é porque uma informação está no seu computador, na internet ou no computador de alguém que ela seja necessariamente verdade!  Informações aparentemente recentes  acerca de histórias de família são muitas vezes repetições de velhos trabalhos publicados anteriormente. Se há um dado errado em livros antigos ele, mesmo incorreto,  simplesmente pode se repetir. E pela internet é ainda mais rapidamente  disseminado.

Exemplo prático:

Abri uma árvore genealógica e vi o nome de uma tia-avó (casada com um dos meus tios-avôs ) como se fora filha de sua irmã mais velha. Esse dado saiu errado,  equivocadamente,   num livro dos anos 1950, salvo engano. E assim foi repetido...repetido... repetido...  Escrevi ao responsável pela página, enviei-lhe fotocópias dos documentos da tia e afinal foi corrigido.


Quanto mais recente o período de tempo em que você está pesquisando, mais correto está o nome das pessoas. Por três razões: os escrivães eram mais atentos, as próprias pessoas se preocupam  mais com a grafia correta dos seus nomes e porque existe, depois de 1939,  protocolos mais claros e mais rígidos a serem seguidos pelos cartórios.  Além disso, existe uma quarta razão: se o avoengo era pouco ou mal alfabetizado, ele não tinha condições de fazer o notário corrigir o registro...  

Confira atenta e cuidadosamente todas as datas para se certificar de que não há anacronismo. Por exemplo, uma mulher nascida em 1690 não poderia ter se tornado mãe em 1800... e nem em 1700!

Mantenha atenção às diversas alterações ortográficas oficiais na Língua Portuguesa para buscar documentos no Brasil e em Portugal.  Confira aqui os diversos acordos ortográficos para ver se você deve procurar uma Rachel ou uma Raquel, Jozé ou José, Isabel, Izabel, Thereza ou Teresa, Manuel ou Manoel. 

Certifique-se se não está procurado por um apelido (hipocorístico)  ou por um nome.  E vice-versa. Você procura Ana ou Anita? Regina ou Gina? Alexandre ou Alex? Guida ou Margarida? Berto ou Humberto?...Ou seria Alberto? 

Muito cuidado com as histórias de família e o grau de parentesco. Não é porque sua avó tinha uma “prima Ritinha” que era exatamente uma prima de primeiro grau
               (prima-irmã). Podia ser de segundo ou
               terceiro ou,  quem sabe, até casada com um
               primo da sua bisavó. 

Acautele-se para não - que todo mundo que tem o mesmo sobrenome que o seu é seu parente. A  menos que seja um sobrenome bastante incomum, daqueles que apenas uma família tem, de nada adianta  ajuntar  informações desconexas de todo mundo que compartilha o mesmo sobrenome, a menos que seja um sobrenome extremamente  incomum.  

Tenha precisão de suíço ao  fazer anotações e, especialmente, quando compartilhar informações. O nome do meu avô paterno é Sylvio é não Sílvio.  Tenho ancestrais “de
               Oliveira”, "Oliveira"  e “d’Oliveira”.

Escrevendo à mão, sublinhe um sobrenome que possa ser confundido com nome. Por exemplo. João  Antônio Bento. No caso, Bento é sobrenome.  Mas em José de  Antônio, o  sobrenome é "de Antônio". Se estiver utilizando um software, abra um campo (ou procure um já existente) e frise o fato.

Uma coisa desanimadora é ter um amontoado de nomes e não saber nem quem é essa gente. Sabe por que isso acontece? Porque  muita gente tem o costume de de juntar informações de todo mundo  
surgido na internet (ou na vida) que compartilha o
mesmo sobrenome. Fica um amontado de gente que em 80% dos casos nem parente é.   A , a menos que seja um sobrenome incomum.

Uma coisa desanimadora é ter um amontoado de nomes e não saber nem quem é essa gente. Sabe por que isso acontece? untar informações de todo mundo com o mesmo sobrenome. A menos que porte  um sobrenome extremamente  incomum, jamais faça isso. 

Nomes de cidades mudaram muito desde o descobrimento do Brasil, fundação de cidades, elevação a freguesia, vila ou cidade.  A cidade mineira de Delfim Moreira — onde tenho um costado inteiro — já foi  Descoberto do Itagybá (parte), Arraial de Nossa Senhora da Soledade de Itagybá, Soledade de Itagybá ( ora com’ j’ ora com ‘g’), Itajubá Velho, Soledade de Itajubá e em 1938, para  desgosto de seus moradores, Getúlio Vargas a nomeou Delfim Moreira, em homenagem ao mineiro de Pouso Alegre que fora presidente.  Nada contra o Delfim Moreira da Costa Ribeiro, presidente da República, que é colateral na nossa árvore por mais de um ramo, mas o novo nome getulista descaracterizou a tradição histórica da cidade.

A cidade de Araxá à sua fundação pertencia à Capitania de São Paulo, depois passou a fazer parte da Província de Minas, passou à Província de Goiás e depois voltou a ser novamente mineira.  Existem dezenas de casos assim. 

Algumas cidades foram desmembradas.  Quem nasceu nas proximidades dessas coordenadas:  21º57'17" Sul/  longitude 47º59'48" Oeste, em 1952, nasceu em São Carlos do Pinhal, Estado de São Paulo.  Quem nasceu nesse local a partir de 31 de dezembro de 1953, já nasceu em Ibaté, Estado de São Paulo.  Procure consultas os atlas, o site das prefeituras a que se referem às cidades, o portal do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

  

Nesses casos, é bom ressaltar no texto (seja à mão, seja em computador), a mudança do nome da cidade.   
Eu,  particularmente faço a seguinte notação de meus parentes nascidos em Delfim Moreira, antes de 1938:

Elvira Alves Machado, * 08.junho.1901  
 — Soledade de Itajubá 
(Delfim Moreira), MG.

Adoto o sistema (recomendado em genealogia) de manter o nome original da cidade  da época em que o indivíduo nasceu, pois é  assim que está em sua certidão de
nascimento: o documento primordial de uma pessoa. 

Muitas vezes,  ao longo da sua investigação, você vai encontrar informações conflitantes.  Não é difícil descobrir que a data de nascimento da sua avó paterna que consta na  lápide é diferente da data informada por seu pai. Atente à  origem de cada pedacinho  de informação, mas você não vai ter que decidir de imediato qual data é a correta. Na verdade, os dois podem estar errados! Mais pesquisas podem revelar uma data de nascimento mais documentada,  por exemplo, aquele em sua certidão de nascimento ou de casamento.  

Outra questão muito comum no Brasil são os registros fora da data.  Até muito recentemente — 1997 ! — os registros civis eram cobrados (ainda há cartórios que descumprem a lei!). Mas se a pessoa passasse dos 30 dias após o nascimento da criança, além da cobrança, ainda se pagava uma multa. Então, as famílias registravam seus filhos em datas mais recentes, próximas ao dia do registro para fugir da coima. Assim, não é raro duas crianças serem registradas como gêmeas, mas não o serem de maneira nenhuma.  O registro de nascimento do ex-presidente  Luiz Inácio da Silva aponta para o dia 6 de outubro de 1946 como sendo a data de seu nascimento. Mas Lula nasceu de fato em 27 de outubro de 1945.  Exatamente por causa da história narrada acima...

Não ria, pois não é nenhum absurdo a dica  que você vai ler. Durante as entrevistas  é muito  importante perguntar  se o nome da pessoa é  esse mesmo com o qual você está acostumado a chamá-la.  Não ria.   Numa família de origem libanesa,  um senhor  nascido no Brasil  que sempre foi conhecido por Miguel (e assim enviava correspondência pessoal e comercial), na verdade se chamava Elias.  Uma senhora que a vida inteira conheci por Luísa (e um sobrenome) alemão, na verdade fora registrada Gertrudes, prenome que ela detestava. 

  Sempre que puder, divulgue  os sobrenomes que você está pesquisando, publicando-os em sites próprios, em blogs gratuitos  (que você mesmo cria) ou um site de genealogia online. Ou recorra aos diretórios genealógicos e listas de sobrenome publicados por sociedades genealógicas ou listas de discussão na internet a  que você pertence. Isto vai colocar você em contato com outras pessoas que estão pesquisando os mesmos sobrenomes – às vezes há muito mais tempo—  e vai lhe poupar de reinventar a roda.  

"Escrito em pedra" é uma expressão que não se aplica só à genealogia! Não assuma que as datas gravadas numa lápide estão  corretos. Não assuma que seu sobrenome foi  sempre escrito do jeito que é hoje. Não assuma algo como verdade apenas porque foi publicado em um livro ou na internet.  (v.  também item 10)

Por último, desconfie de promoções email a oferecendo o que pretende ser uma genealogia personalizada de seu sobrenome com um título como “Conheça a  história da família Sousa no Brasil”.  E ainda oferecendo o seu "brasão".   Muito provavelmente aqules Sousas não são os seus. 


Não se deixe levar muito por histórias  de família sobre as ligações com pessoas famosas celebridades das artes  ou da história. Pode até ser. Mas tudo tem que ser documentado para ter valor. 

Exemplo prático:

Sou trineta  do escritor Bernardo Joaquim da Silva Guimarães,  poeta e romancista, autor de ‘A Escrava Isaura’, ‘O Garimpeiro’, ‘O Seminarista’, entre outros.   Ele foi biografado e ‘genealogizado’  ainda em vida. No nosso pobre país de iletrados, ele foi um ‘case’ de escritor que no século XIX vivia da produção de sua pena.  Seus descendentes — a maioria, de intelectuais — sempre tiveram apontamentos,  anotações, cartas, fotos e documentos. Sou herdeira de parte desses documentos. Pois você, internauta, não pode imaginar a quantidade de gente que se diz descendente do Bernardo Guimarães!   Muito curioso, porque de seus oito filhos, apenas três (Isabel, Affonso e Pedro) deixaram descendência, e todos esses primos se conhecem — ao menos de nome —, trocam correspondência, e-mails, telefonemas.  Portanto, soa-nos estranho as pessoas se dizerem descendentes do BG...  


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Bernardo Guimarães:  Obra e Vida